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Metodologia ágil em desenvolvimentos é potencializada pela orquestração multinuvem

Renato Panessa

Empresas podem obter benefícios como vantagem competitiva e corte de custos ao unir dos dois processos

De acordo com a Pew Research, think tank que fornece informações sobre atitudes e tendências globais, a indústria de aplicativos deve movimentar US$ 6,3 trilhões até 2021 em todo o mundo.

A ascensão do setor exige mão de obra qualificada que está escassa no Brasil e demanda muito dos poucos profissionais aptos a assumir grandes projetos. Nesse contexto, a metodologia ágil entra em cena para otimizar o desenvolvimento de aplicativos e softwares e vem exercendo com maestria esse papel.

Presencio frequentemente empresas investindo milhões no desenvolvimento desses projetos mas, infelizmente, vejo também companhias perdendo milhões devido à falta de um dimensionamento mais preciso.

A realidade é que os desenvolvedores provisionam uma infraestrutura além da que realmente é necessária, exatamente para evitar interferências por conta de arquitetura mal planejada.

E de fato, investir em um squad recheado de “Michael Jordans”, e concluir em três meses um projeto que normalmente duraria um ano, é um avanço excepcional na área de TI. Se depois de tudo isso a infraestrutura não acompanhar a mesma velocidade dos desenvolvedores ficará difícil.

Não é um erro se precaver de situações que possam interferir no projeto. O problema é que provisionar infraestrutura além do que é utilizado, como processamento, armazenamento, tráfego, nuvem, entre outros componentes, custa caro para as empresas. Esse dimensionamento não pode ser feito de maneira aleatória. É importante ter parâmetros para calculá-los de forma precisa, senão essa dor pode comprometer consideravelmente a receita.

Hoje, quem consegue driblar essa disfunção é o conceito de orquestração multinuvem, quando é implantado simultaneamente com a metodologia ágil.

Trata-se de um conjunto de ferramentas composta por calculadora de consumo e uma infraestrutura automatizada, com alto provisionamento e bilhetagem de recursos computacionais. Assim, consegue também transacionar microsserviços visando um desenvolvimento ágil em conformidade com uma infraestrutura ágil.

Esses dois componentes se tornaram uma fórmula assertiva para evitar infraestrutura ociosa. O resultado disso vem sendo uma governança de custos precisa, prazos superados e manobras de aproveitamento de recursos que geram economias de milhões para as companhias.

Com essa tecnologia ainda é possível formatar consoles dinâmicas de trabalho que otimizam o dia a dia dos desenvolvedores, equipe de infraestrutura e permitem alterações de forma independente, ou seja, cada alteração que for necessária no decorrer do processo acaba não comprometendo as demais.

Entre as minhas experiências com a orquestração da nuvem, duas me marcaram bastante nesses mais de seis anos atuando com Cloud e robotização.

A primeira foi ver que a gestão pode ser feita de forma contínua. Em um projeto de R$ 1 milhão, foi possível gerenciar o orçamento para que quando chegasse a R$ 700 mil, ele reduzisse a capacidade e alertasse as áreas para o devido acompanhamento.

Outra experiência que me chamou a atenção e ilustra com ênfase o quão funcional é a orquestração foi com uma empresa que precisava investir em infraestrutura on premise para um novo projeto. Com a orquestração foi possível identificar e reutilizar a capacidade ociosa, sem ser necessário investir um real.

Quero reforçar que não estou aqui para questionar a capacidade técnica dos desenvolvedores. Muito pelo contrário, por também já ter passado por desafios, o meu objetivo é salientar que já há tecnologias eficientes para driblar os obstáculos no processo de desenvolvimento.

Mesmo na Era de microsserviços e com as práticas do DevOps, que otimizaram bem a integração entre desenvolvedores e a equipe de infraestrutura, ainda há contratempos que podem ser superados.

Cabe a nós, especialistas de TI, compartilhar os avanços que conseguimos provocar e, assim, ampliar o nível de conhecimento. Isso aumenta a competitividade e nos estimula a buscar soluções para suprir novos desafios. Espero encontrar por aí conteúdos de outros colegas do setor compartilhando as melhorias para que, juntos, possamos ajudar o país a avançar na esfera de desenvolvimento de sistemas.

Acredito muito nesse mercado, e, com o boom dos Aplicativos, só temos que nos preparar ainda mais e mostrar que temos habilidades suficiente para competir com as grandes potências mundiais.

*Renato Panessa é diretor comercial da Globalweb.

Artigo originalmente publicado em CIO.COM.BR

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