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O fim da resistência: 2020 será o ano da migração para a Nuvem

Fabio Kuhl

Para ser uma realidade completa, a jornada para nuvem precisa superarbarreiras que vão além da tecnologia e se baseiam na cultura das empresas e navisão do profissional de TI

Segundo Gartner, Inc. (novembro de 2019), estão previstos mais de US$ 64 bilhões de investimentos em TI no Brasil em 2020, um aumento de 2,5% em relação ao ano passado. A entidade de pesquisa calcula também que o mercado mundial de serviços de nuvem pública crescerá 17% neste ano, totalizando US$ 266,4 bilhões. Uma ótima notícia!

No Brasil, apesar do atraso de quase dois anos em relação aos Estados Unidos - país referência no mundo em Cloud – e por ocupar entre o 12 º e o 13º lugar na lista de países que mais adotam serviços em Nuvem, segundo informa o International Data Corporation (IDC) em pesquisa sobre os investimento previstos no mercado de TIC para 2019– há bastante convicção e otimismo entre os especialistas para este ano que começa. Por isso, espera-se muito trabalho contra as barreiras que ainda existem e impedem que as organizações invistam em Nuvem.

As novas oportunidades diante da velha guarda da TI

Novas tecnologias como a inteligência artificial, o machine learning e o big data são os grandes condutores da nova economia digital e, por consequência, as grandes tendências da nova década.Essas são inovações que demandam a análise de grandes quantidades de dados e alto poder de processamento – que dificilmente uma máquina tradicional, por mais poderosa que seja, conseguirá oferecer. Exatamente por isso, essas tendências são intrínsecas e se fortalecem cada vez mais com a expansão da Cloud Computing. Grandes provedores como a Amazon e Huawei já entenderam o momento e caminham a passos largos, com pesados investimentos, para criar ambientes que possibilitam que essas tecnologias se desenvolvam.

Uma vez que a Nuvem é o caminho para o novo mercado digital, as empresas brasileiras de tecnologia têm a importante missão de “levar essa cultura” aos profissionais de TI, para que esses acompanhem a jornada. Afinal, de um lado há uma grande demanda, mas muitos profissionais de TI ainda não acompanham esse avanço tecnológico.

Esse é um ponto que, em minha opinião, merece uma análise detalhada. Isso porque as Cloud Companies, como a Globalweb – empresa para qual eu trabalho e uma das pioneiras neste mercado – já identificaram um paradoxo na tomada de decisão para a jornada para nuvem. De um lado, os números mostram que mais de 70% dos contratos assinado sem 2019 foram fechados a partir da demanda das equipes técnicas, que cada vez mais precisam de mais recursos de armazenamento e processamento para desenvolver seus projetos. Apenas 30% dos contratos do ano passado surgiram a partir de uma decisão da alta cúpula, que busca uma visão administrativa e privilegia questões como ganho de recursos e economia. Entretanto, ao mesmo tempo que eles são responsáveis pela evolução tecnológica das organizações, alguns profissionais de TI são também os que demonstram maior receio de sair do modelo atual e partir para a nova realidade apresentada pela nuvem. Uma mistura do medo de perder o controle – seja técnico ou hierárquico, uma vez que a nuvem permite uma divisão de gestão de recursos descentralizada e muito mais simplificada - com o desconhecimento sobre o que fazer nesse novo mercado em que o atual se torna obsoleto muito rapidamente.  

Diante desse cenário, entendo que só existem duas opções para meus colegas de trabalho: lutar contra a nuvem para manter – provisoriamente e artificialmente - seu espaço no mercado de trabalho, ou se tornar um profissional apto a viver este novo mercado, fazendo a diferença diante das inúmeras oportunidades de negócio. Porque uma coisa e certa, não se pergunta mais se a empresa vai ou não para cloud e sim quando vai.

Com isso, posso dizer que, se estiver preparado, a Nuvem vem para contribuir, beneficiar e valorizar os atuais profissionais de TI, mesmo aqueles somente habituados com o mercado computação pré-Nuvem. Não há o que temer, pois Nuvem é oportunidade tendo em vista tantos recursos à disposição. Para isso, recomenda-se prontamente abandonar as práticas da “velha guarda” e buscar conhecimento, reciclagem e avançar junto com o mercado para, assim, ajudar a sua empresa –seja ela grande, média ou pequena - a evoluir também.

Artigo publicado originalmente no CIO from IDG: https://cio.com.br/o-fim-da-resistencia-2020-sera-o-ano-da-migracao-para-a-nuvem/

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