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Deep Learning e Machine Learning

Rodrigo Contreira

Fundamentais na economia digital, as máquinas que aprendem já precisam superar a sua própria capacidade atual de “inteligência”. É aí que entra o deep learning, que permite que computadores aprendam com redes neurais semelhantes às do cérebro humano.

Na ficção científica, tornou-se comum a figura dos computadores que se tornam inteligentes e acabam ganhando “vida própria”. Se em alguns anos atrás, essa imagem parecia algo extremamente distante, praticamente fantasioso, nos dias de hoje temos a certeza de que esse conceito é muito mais do que factível: é praticamente uma realidade. Felizmente, ao contrário dos filmes, os computadores não se tornam inteligentes para conquistar o mundo e destruir a humanidade. Mas sim para revolucionar os negócios, automatizar processos, tornar empresas mais eficientes e a vida das pessoas mais simples. O Machine Learning já faz parte do nosso dia a dia. Mas a demanda por informações e conhecimento se tornou tão grande e complexa, que as máquinas precisam ser ainda mais inteligentes. Neste sentido entra o conceito de aprendizado. Esse é o Deep Learning. Você já ouviu falar desse conceito?

O começo das máquinas que pensam

De uma forma bem simples, podemos dizer que inteligência artificial é uma máquina inteligente que pensa e atua como seres humanos. Para isso, utilizam algoritmos de aprendizagem e generalização para simular as capacidades humanas, ou seja, pensar, ver, falar e ouvir.       

A frase "Aprendizado da Máquina" remonta a meados do século passado. Em 1959, Arthur Samuel definiu a aprendizagem mecânica como "a capacidade de aprender sem ser explicitamente programada". Aprendizagem de máquina faz a mesma coisa, mas depois vai um passo adiante, onde muda o comportamento do programa com base no que aprende.

Quanto mais o algoritmo for treinado, mais precisão na resposta será alcançada. Contudo, mesmo com os avanços nas técnicas de aprendizado de máquina, a quantidade de dados produzidos atualmente é tamanha e tão diversa que a classificação passou a ser também um dificultador e exigiu uma evolução nestes algoritmos. Assim surgiu a Deep Learning, como uma alternativa avançada e moderna, capaz de superar, e muito, a barreira da classificação.

Chegou a hora das máquinas aprenderem profundamente

Se o Machine Learning é uma especialização da inteligência artificial, o Deep Learning é uma área de estudo dentro do Aprendizado de Máquina. A Aprendizagem Profunda é um método específico que incorpora as redes neurais em camadas sucessivas para aprender com os dados de uma maneira interativa. A aprendizagem profunda é principalmente útil quando você está tentando aprender padrões a partir de dados não estruturados, que são os mais comuns em tempos de Big Data.

Redes neurais complexas de aprendizagem profunda são projetadas para emular como o cérebro humano funciona, de modo que os computadores possam ser treinados para lidar com abstrações e problemas que são mal definidos. Como por exemplo o reconhecimento de uma face entre milhares semelhantes ou mesmo a compreensão de uma resposta que não esteja no padrão, como acontece por exemplo, em sistemas automáticos por voz de atendimento ao cliente.

De forma geral, as pessoas confundem os conceitos de redes neurais com aprendizado de máquina. As redes neurais fornecem a base para o “deep learning”, que é um tipo particular de aprendizado de máquina. O deep learning usa um conjunto de algoritmos de aprendizado de máquina executados em várias camadas.

Portanto, observamos o quanto as aplicações destas tecnologias são dinâmicas, evolutivas e inevitáveis para o mercado digital. Afinal, a grande tendência é que cada vez mais seja possível substituir o trabalho humano pela ação de máquinas inteligentes. Elas atuam 24x7, processam imensos bancos de dados em segundos e buscam soluções práticas da forma mais assertiva. As empresas e governos que não entenderem como essa transformação afeta a vida de clientes e cidadãos, certamente também não entenderão que o processo de transformação digital não permeia simplesmente a tecnologia, mas sim o comportamento das pessoas.

por Leonardo Teixeira da Costa, Diretor Comercial da Globalweb e Rodrigo Contreira, Diretor da Neoside

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